Estudantes usaram a criatividade para criar residências menos poluentes
São Mateus – A Feira de Casas Recicláveis, promovida pelas turmas da oitava série do Colégio Polivalente, envolveu 140 alunos com apresentações de maquetes de construções ecologicamente corretas. O evento aconteceu na última segunda-feira, dia 8. De acordo com a pedagoga Wiviane Fabris Fabaro, durante um mês os estudantes trabalharam com conteúdos de Ciências e Matemática para a produção dos protótipos.
Entre todos os trabalhos, a maquete construída por Amanda Moreira de Andrade e outras seis alunas se destacou pelo tamanho. As meninas utilizaram mais de mil palitos de picolé para construir uma casa com playground e salão de festas, com alguns detalhes de garrafa peti e barbante. “Levamos mais de uma semana para fazer tudo. No início procuramos palitos por toda a parte, mas no final, tivemos que comprar a maioria”, conta Amanda.
Para tornar a casa menos poluente, as alunas utilizaram a criatividade. “Pintamos o telhado de branco e as paredes internas de cores claras para deixar a casa bem clara e economizar energia elétrica. Também implantamos placas de captação de energia solar e sistema de coleta seletiva”, explica.
Com uma maquete menor, o projeto do aluno Túlio Martins dos Reis parece ser bem simples à primeira vista, mas apesar do tamanho reduzido, a casa projetada pelo estudante e alguns amigos é a que une o maior número de recursos ecologicamente corretos.
“Tivemos a idéia de cobrir o telhado com papel de caixa de leite, que reflete a luz solar e ameniza a temperatura dentro da residência. Também colocamos um sistema de captação da água de chuva, para utilizá-la nos afazeres domésticos. Outra idéia foi fazer um jardim ao redor da casa, para tornar o ambiente mais fresco”, explica Túlio.
Já a aluna Lorena Barcelos e outras cinco meninas pensaram em uma residência totalmente reciclável. “Tudo foi reaproveitado dentro e fora da casa. Os móveis são de madeira reutilizada e até o muro do quintal é feito com pneus de carros. Também colocamos muitas janelas para ter boa ventilação. Imaginamos uma casa reciclada e barata”, explica Lorena.
O trabalho animou tanto as estudantes Natália Afonso e Tainá Bonfim, que as meninas já admitem a vontade de serem engenheiras civis. “Eu sempre soube que tinha essa vocação, a atividade veio apenas confirmar”, afirma Natália.
Para a professora de Matemática, Gilmara Pandolfe, além de trabalhar a conscientização ambiental, os trabalhos também favoreceram o desenvolvimento do raciocínio matemático, com a aplicação dos conceitos de geometria e trigonometria. “Os alunos tiveram que aplicar cálculos de comprimento, largura, altura e volume”, conta.